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sábado, 10 de janeiro de 2009

Entrevista Mauro Valmórbida




Diante da tão divulgada crise mundial que atingiu em cheio os Estados Unidos da América e com efeito dominó outros tantos países, os empresários brasileiros estão a observar e entender como o País vai reagir, pois os números apontam que o Brasil vive um bom momento econômico. A Região das Hortênsias, que tem como seu principal produto o turismo e suas ramificações, como o de eventos, é a grande alternativa para deixar a economia aquecida. Ouvimos o Presidente do Convention & Visitors Bureau da Região das Hortênsias, Mauro Valmórbida que expõe a sua opinião.

Rozangela Allves: Diante da pré-crise ou mesmo da crise mundial, como vai ser o comportamento dos eventos em 2009?

Mauro Valmórbida: Acredito que os eventos para 2009 devem confirmar sua realização. Talvez se tenha uma pequena variação do número de participantes dos mesmos devido à crise, dependendo da área do evento.

RA: O Convention trabalha com bastante antecedência para captar um evento, às vezes até com três anos de antecedência. Esta crise poderá afetar? Em que ano pode-se tornar mais agressiva?

MV: O clima é de cautela, está muito difícil prever o que vai acontecer mesmo para esse primeiro semestre, fazendo com que se torne complicado decidir para daqui dois ou três anos. Com certeza diante deste mercado cada vez mais competitivo, com o número de Conventions Bureau crescendo, com essa incerteza econômica teremos que trabalhar com mais afinco e dedicação com apoio de todos os mantenedores. Num momento de crise há setores que irão investir também na qualificação de profissionais, e estes irão buscar novas alternativas para aumentar as vendas podendo ser um fato positivo para a realização de eventos.


RA: Gramado depender do turismo de eventos é algo que me parece claro para o setor comercial da cidade. Na sua ótica como o Convention e os mantenedores poderão fazer um trabalho para como se diz popularmente 'fazer do limão uma limonada’?

MV:Estamos fazendo um trabalho forte na captação de novos mantenedores. Temos conseguido trazer empresas importantes para dentro do Convention para que possamos também apresentar boas opções em todas as áreas para os promotores e organizadores de eventos. Resumindo pode-se afirmar que estamos conseguindo fechar o ciclo onde temos mais eventos captados e apoiados e com isso mais mantenedores sendo beneficiados e vice -versa.

RA: É sabido também que o número de mantenedores é baixo para alcançar o número de eventos necessários e desejados para a região que tem na casa de 18, 5 mil leitos, sendo destes 11 mil em Gramado.









MV: Existe uma certa resistência ao Convention Bureau, mas os benefícios para as empresa mantenedoras é claro e está ficando cada vez maior como podem confirmar as quase 80 empresas participantes do Convention Bureau. Com certeza estamos trabalhando e até fiscalizando para que somente as empresas mantenedoras do Convention Bureau tenham benefícios de informação, bem como na prestação de serviço ou venda de produtos quando ocorre um evento em Gramado. Já estamos com vários eventos que somente os hotéis mantenedores vão hospedar os congressistas e onde somente os restaurantes e agências, bem como outros, serão indicados através do nosso estande dentro dos eventos.

RA: Em toda a crise há oportunidades o que você pode apontar como uma boa oportunidade?

MV: O mais difícil é a incerteza, reunido com um cenário de cautela em todos os setores. Com a posse do presidente eleito dos EUA, que deve levar ao congresso um pacote bilionário de estímulo a economia norte-americana, somado às atitudes do governo brasileiro, devem se diminuir essas incertezas. As oportunidades a partir daí resumem se também em podermos oferecer toda infra-estrutura para eventos que a região oferece aliado a tarifas competitivas, bem como o apoio da nova gestão pública que entende a necessidade de termos cada vez mais eventos na região gerando receitas e contribuindo aos cofres públicos através dos impostos.

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